Guarabira é um município brasileiro localizado no estado da Paraíba. Seu nome, de origem tupi, significa “morada das garças”, é uma das cidades mais populosas do estado.

Situa-se a 98 quilômetros da capital João Pessoa, a 100 quilômetros de Campina Grande, maior cidade do interior paraibano; a 198 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte; e a menos de 250 quilômetros do Recife, a capital de Pernambuco.

É chamada de Rainha do Brejo pelo fato de ser a principal cidade-polo de um região que se caracteriza pela regularidade de chuvas. Geograficamente não está inserida na Microrregião do Brejo Paraibano por ter uma região própria que leva o seu nome, ou seja, a Microrregião de Guarabira, mas torna-se uma importante referência política e ecônomica na região do Brejo. Assim como a cidade de Sapé que próxima a Guarabira, faz parte oficialmente da Mesorregião da Mata Paraibana, mas politicamente está inserida no Brejo. Ambas (Microrregião do Brejo e Microrregião de Guarabira) fazem parte da Mesorregião do Agreste Paraibano.

A Região Metropolitana de Guarabira foi criada pela lei complementar nº 101, de 12 de julho de 2011 cuja população total é de 193.656 habitantes.

Nossa Senhora da Luz é a padroeira do município. Sua imagem original foi trazida de Portugal, em 1755, pelo português Antônio Rodrigues da Costa, natural de Beiriz (província do Porto), um dos fundadores do município.

Fundação do município

A fundação de Guarabira vem do ano de 1694, em terras do Engenho Morgado, pertencente a Duarte Gomes da Silveira. As primeiras residências edificadas dariam, mais tarde, origem a Vila da Idependência (primeiro nome da cidade de Guarabira), que em virtude de sua localização e da excelência de seu solo tornou-se dona de grande prestigio e influência nas cercanias.

Em 1º de Novembro de 1755, com um grande terremoto de Portugal que só

em Lisboa matou mais de 40.000 pessoas, destruindo o município, um senhor, por nome de José Rodrigues Gonçalves da Costa, tomado de pânico, fugiu de Póvoa de Varzim, na província de Porto, sua terra. José Rodrigues chegava a Guarabira com toda sua família, construindo uma capela e colocando a imagem de Nossa Senhora da Luz que trouxera de Portugal.

Esta tornou-se a padoeira do município, embora o padre João Milanez já tivera construído a primeira do município, a capela de “Nossa Senhora da Conceição”, em 1730. Em 1760 começavam as primeiras orações e novenas à Virgem da Luz, a primeira casa de oração era de taipa, mandada construir por ele onde oficializava o Pe. Cosme.

Emancipação

Em 1874, dera-se a invasão dos “Quebra-quilos”, havendo depredações, por lei 841 de 26 de novembro de 1887, finalmente foi elevada à categoria de cidade, considerada uma das maiores do estado.

Festa da Luz

A Festa da Luz, que ocorre todo mês de Janeiro, traz milhares de pessoas de outras cidades estados, com atrações de renome nacional, com artistas da terra e espaços temáticos, como o Pilõezinhos e o Cuitegí, onde os participantes ficam da tarde até a noite se divertindo e comendo pratos típicos da região.

O Turismo

O Turismo Guarabirense se baseia, principalmente, no turismo religioso. O Memorial Frei Damião representa o ponto alto, que propicia à cidade um alto número de fiéis que visitam em todas as épocas, porém, principalmente nas romarias. O memorial conta com um museu sobre o Frade, e, no seu caminho, os visitantes ainda passam pela Via Sacra e pelo Cruzeiro.

Destaque também para a imponente e secular Catedral de Nossa Senhora da Luz, do alto de suas escadarias, mostra-se de uma beleza ímpar sendo considerada o marco zero da cidade de Guarabira.

Há na cidade também o Centro de Documentação e um Museu no centro da cidade, ambos estabelecidos em prédios históricos. Também há, na Praça do Novo Milênio, o Monumento do Novo Milênio, que leva vários turistas a apreciar as suas formas modernas.

Inspirado nos caminhos de Santiago de Compostela, os Caminhos de Padre Ibiapina, tentam resgatar os lugares em que o padre mestre passou durante suas peregrinações no nordeste entre 1856 e 1863. Todas as rotas partem do memorial Frei Damião até o Santuário de Padre Ibiapina em Solânea, local onde o padre se encontra sepultado.