FUNDAÇÃO DA PARAÍBA: Com feriado antecipado em 1 de abril, expediente nas repartições não sofre alteração nesta quinta-feira

Devido a antecipação dos feriados de Tiradentes (30/3), Corpus Christi (31/3) e da Fundação da Paraíba (1/4), através da Medida Provisória nº 295, de 24 de março de 2021, editada pelo Governador do Estado, a Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Guarabira informa aos servidores e a toda população que nesta quinta-feira (5 de agosto), data em que se comemora a Fundação do Estado da Paraíba, feriado estadual, as repartições públicas municipais estarão funcionando normalmente.

“Este foi o terceiro e último feriado antecipado pela Medida Provisória 295/2021 e que já foi cumprido em primeiro de abril, como forma de combate a disseminação do coronavírus, assim sendo o expediente segue normalmente na próxima quinta-feira”, explica o secretário de administração Aguiberto Lira.

A antecipação dos três feriados foi uma medida estabelecida pelo Governo do Estado em todas as cidades da Paraíba. Alguns estabelecimentos, a exemplo dos bancos e correspondentes bancários, não anteciparam o feriado quando devido, e por este motivo podem estar fechados na quinta-feira.

Na capital, o feriado continua por ser alusivo ao aniversário da cidade e disposto em lei municipal, já que a antecipação ocorreu relativo ao feriado estadual.

 

 

FUNDAÇÃO DA  PARAÍBA

O dia 05 de agosto de 1585 foi a data na qual os portugueses chegaram as terras paraibanas, fundando assim a cidade de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa) e marcando o território estadual.

A data era símbolo da bandeira paraibana até o ano de 1930, quando a Assembleia Legislativa aprovou a atual bandeira do “NEGO”, uma referência a oposição do ex-governador do Estado, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque à candidatura de Júlio Prestes, na conhecida política do “Café com Leite” – um revezamento entre os estados de São Paulo e Minas Gerais na Presidência da República.

O feriado estadual era previsto desde 1967 com a Lei nº 3.489, sendo ratificada em 2015 pela Lei Estadual nº 10.601/2015 como a data magna do Estado da Paraíba.

Apesar da bandeira paraibana não retratar mais a data simbólica, o brasão de armas do Estado ainda carrega o dia histórico.

Na capital paraibana, o feriado é alusivo ainda ao ‘aniversário municipal’, tendo em vista que o município de João Pessoa já nasceu com o título de cidade (inicialmente denominada Cidade Real de Nossa Senhora das Neves), sem nunca ter passado pela designação de vila, povoado ou aldeia, e também comemorativo ao dia de sua padroeira, nossa senhora das Neves.

Ao contrário do que muitos pensam, a data não se relaciona com o político João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque  (que nasceu em 24 de janeiro de 1878 e faleceu em 26 de julho de 1930).

 

Bandeira do Estado antes da Revolução de 1930
Bandeira do Estado após a Revolução de 1930 com o assassinato de João Pessoa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CURIOSIDADES: A BANDEIRA PARAIBANA

A atual bandeira do Estado da Paraíba foi adotada em 25 de setembro de 1930, por meio da Lei Estadual n.º 704.

Em meio a grande comoção popular à época com o assassinato do então governador do Estado João Pessoa, que havia perdido o pleito presidencial na chapa com Getúlio Vargas para o candidato do governo (Júlio Prestes), a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a nova bandeira do Estado, como também a substituição do nome da capital paraibana.

O governador paraibano, Álvaro de Carvalho, que substituiu o próprio homenageado após sua morte, considerando que a palavra “NEGO”, desacompanhada de qualquer explicação, seria incompreensível e um “grito de puro negativismo”, resolveu vetar o projeto do Legislativo, mas foi derrubado pela Assembleia, tornando-se então, lei.

Explica-se a atual bandeira paraibana pelos seguintes acontecimentos:

“Um terço dela está na cor preta — representando os dias de luto que vigoraram no estado após o assassinato de João Pessoa, no Recife, em 1930 — e dois terços restantes na cor vermelha — representando a Aliança Liberal, partido no qual estava inserido junto com Getúlio Vargas. No meio da parte vermelha, há a inscrição “NEGO“, na cor branca e em letras maiúsculas, que é a conjugação do verbo “negar” no presente do indicativo da primeira pessoa do singular e representa a não aceitação do sucessor à presidência da república indicado pelo presidente brasileiro da época, Washington Luís.”

Quando da adoção da bandeira, antes da reforma ortográfica, o vocábulo era escrito com um acento agudo na letra E: “NÉGO“.

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