Marcus Diôgo participa da abertura religiosa da tradicional Festa da Luz 2021

Novenário teve início no domingo (24/1) e termina em 2 de fevereiro, no dia padroeira

O prefeito de Guarabira, Marcus Diôgo participou na noite desse sábado (23/1), ao lado da primeira-dama Verônica Diôgo, do vice-prefeito Wellington Oliveira e sua esposa Jaqueline Oliveira –, da missa solene de abertura da tradicional festa religiosa de Nossa Senhora Luz, edição 2021; promovida pela Igreja Catedral e pela Diocese de Guarabira. O ato religioso alusivo à padroeira da cidade e da Diocese de Guarabira foi celebrado pelo bispo diocesano, Dom Aldemiro Sena dos Santos e concelebrado pelo Cura da Catedral, padre Kleber Rodrigues. São mais de 250 anos da festa religiosa da padroeira.

Durante a abertura, a Catedral recebeu a secular imagem de Nossa Senhora da Luz de volta para o seu altar de origem após passar por uma minuciosa restauração na cidade do Recife.

O novenário de Nossa Senhora da Luz teve início nesse domingo (24/1) e se estende até o próximo dia 2 de fevereiro; dia da padroeira e feriado municipal, com missa solene de encerramento celebrada pelo bispo Dom Aldemiro, às 16h. Não haverá a tradicional procissão devido a pandemia de COVID-19.

O novenário de Nossa Senhora da Luz conta com importante apoio da Prefeitura de Guarabira.

Foto: Créditos / Pascom / Catedral da Luz

 

 

A PADROEIRA

A devoção do povo de nossa cidade a Nossa Senhora da Luz foi difundida no Brasil inicialmente pelos portugueses no período Imperial. Segundo o Padre Antônio Vieira, Nossa Senhora da Luz foi tradicionalmente invocada pelos cegos (conforme Sermões sobre o nascimento da Mãe de Deus) e começou a ser cultuada em Portugal a partir do início do século XV por um português chamado Pedro Martins, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, nas proximidades de Lisboa. Desta aparição se fundou de imediato um convento e uma Igreja a ela dedicada, que conheceu grande incremento com a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria.

DEVOÇÃO EM GUARABIRA
A devoção à imagem de Nossa Senhora da Luz chegou à Guarabira através do português José Rodrigues Gonçalves da Costa  que, vindo da cidade de Póvoa de Varzim, na Região Norte do Porto, refugiado do grande terremoto de 1755 que devastou muitas cidades portuguesas, chegou ao Brasil e por volta de 1760 junto com seu filho Pe. Cosme, começou a promover a devoção à Virgem da Luz em terras guarabirenses.

Em 27 de abril de 1837, Dom João da Purificação Marques Perdigão (Arcebispo de Olinda – PE) erigiu canonicamente a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, tendo a mesma como padroeira. E em 11 de outubro de 1980, com a criação da Diocese de Guarabira, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz  foi elevada à dignidade de Catedral.

Em 2010, a Diocese de Guarabira celebrou o Ano Jubilar das comemorações da ‘Festa da Luz’ em sua parte religiosa pelos seus 250 anos de tradição.

Foto: Créditos / Pascom / Catedral da Luz

FESTA DA LUZ – A MAIOR ‘FESTA DE RUA’ DEDICADO À PADROEIRO NA PARAÍBA

Paralela à parte religiosa, a ‘festa de rua’ da padroeira de Guarabira, registrada pelo professor e historiador Cleodon Coelho em sua célebre obra “Guarabira através dos tempos”, como sendo realizada desde o início dos anos de 1900, antes promovida pela própria Igreja Católica e, tomando maiores proporções ao longo dos anos, passou a ser promovida pela Prefeitura da cidade. Atualmente, a festa é considerada a “maior festa de padroeiro da Paraíba”, recebe todos os anos um público de cerca de 60 mil pessoas. É o principal evento turístico-cultural voltado ao segmento na cidade, todos os anos a festa eleva a economia local em diverso segmentos, principalmente no setor hoteleiro, contando com a presença de grandes destaques da música nacional.

Muito tradicional na cultura nordestina, as festas de padroeiros (ou “festas de rua”, como é conhecido em alguns locais), são realizadas pelas cidades brasileiras, principalmente no interior do Nordeste, nas datas em que são celebrados novenas e missas em honra ao (a) o (a) padroeiro (a) da cidade, costume herdado dos colonizadores portugueses.