TURISMO RELIGIOSO: Prefeitura participa de reunião que visa reativar os “Caminhos do Padre Ibiapina”

Aconteceu na manhã desta quinta-feira, dia 6, a primeira reunião entre as cidades associadas do Fórum de Turismo do Brejo Paraibano para apresentação, em parceria com a Diocese de Guarabira, do retorno do projeto “Caminhos do Padre Ibiapina”.

O projeto de turismo religioso foi desenvolvido pela Diocese de Guarabira, PBTUR, Sebrae e a ONG (OSCIP) Para´iwa, inaugurada oficialmente no dia 15 de abril de 2003, seguindo os moldes do Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha e concebido a partir do potencial da romaria que já ocorre no dia 19 de fevereiro, data em que se comemora o aniversário de morte do Padre Ibiapina.

O projeto estimula o turismo religioso e a ligação entre dois santuários diocesanos, o do Frei Damião e o de Santa Fé.

A reunião ocorreu na Fazenda Angicos, em Bananeiras, com a apresentação do projeto pelo Pe. Aurélio (Reitor do Santuário de Santa Fé) e pelo Pe. Gaspar Rafael (um dos idealizadores do projeto). Após sua apresentação houve explanação de Lucilayne, historiadora, que fez um resumo como o Fórum irá proceder futuramente com o projeto.

A reunião contou com representantes das prefeituras de Guarabira, Pilões, Arara, Borborema, Araçagi, Areia, Alagoa Grande e Dona Inês, e como representante do setor privado Sr. Orlando Padilha, ficou decidido que posteriormente serão convocados os consultores para visitas técnicas nos municípios, no Santuário de Pe. Ibiapina.

 

QUEM FOI O PADRE IBIAPINA?

O padre José Antônio de Maria Ibiapina nasceu em Sobral, no Ceará, em 1806, e morreu em Santa Fé (Solânea), na Paraíba, em 1883. Foi advogado e juiz de direito. Depois de viúvo, percebendo que a justiça estava apenas a serviço dos grandes senhores da época, ele abandonou a sua carreira jurídica e ordenou-se padre. O religioso andou pelos interiores do sertão nordestino, criando toda uma infraestrutura que favorecesse a vida das comunidades mais carentes, construindo açudes, os primeiros hospitais da região e casas para acolher crianças abandonadas e pessoas idosas.

O Padre Ibiapina foi considerado pelo escritor Celso Mariz uma das maiores figuras apostolares do Brasil. Deixou um legado de fé católica e uma grande obra de assistência e educação, com a construção de casas de caridade, hospitais, açudes, cemitérios e capelas.

Das obras erguidas pelo Padre Ibiapina, ainda restam as Casas de Caridade de Santa Fé, Pocinhos, Cachoeira e Parari e os açudes de Santa Luzia e Princesa Isabel, que atestam a grandiosidade de sua obra. A referida peregrinação irá possibilitar aos peregrinos não só conhecer sua obra humanitária, bem como a diversidade ambiental e cultural da região do Brejo.

 

“CAMINHOS DO PADRE IBIAPINA” 

“Os Caminhos do Padre Ibiapina” também foi conhecido por “Caminhos do Brejo”, e constava inicialmente de quatro trilhas, todas as opções saem do Memorial Frei Damião em Guarabira, até a chegada em Santa Fé.

A primeira trilha denominada “Via Cruzeiro de Roma” ou “Caminho Via Roma”, tem aproximadamente 60,0 km, sendo entregue aos peregrinos no dia 15 de fevereiro de 2004. A trilha tem início saindo do Memorial Frei Damião, em Guarabira e término no Santuário de Santa Fé, no município de Solânea (PB), onde estão enterrados os restos mortais do sacerdote, são três dias de caminhada e duas pernoites.

Na trilha o peregrino passa pelos seguintes destinos: Serra da Jurema, Pirpiritituba, Capela de Nossa Senhora de Fátima (reza a tradição que é preciso bater o sino), Cachoeira do Roncador, Sítio Angelim, Vila Moram, Lagoa Matias, Cruzeiro de Roma, Engenho Goiamunduba, Bananeiras, Solânea, Chã de Santa Tereza, Sítio Olho D´água Seco, Sítio Figueira, Fazenda Almeida, Distrito Saco, Arara, a Igreja Matriz do Livramento (construída por iniciativa do Padre Ibiapiana, em uma de suas missões) e  Santuário de Santa Fé.

A segunda trilha é a “Via Túnel Samambaia” com 55,1 km, sai de Guarabira passando por Pirpirituba, Cachoeira do Roncador, Sítio Samambaia (Borborema), Sítio Poço Escuro (Borborema), Borborema, Bananeiras, Solânea, Sítio Olho D´Água Seco, Sítio Filgueiras, Fazenda Aldeia, Comunidade Saco de Arara, concluindo com a sua chegada em Santa Fé.

A terceira trilha é a via chamada “Via Cruzeiro do Espinho” com aproximadamente 47,4 km, sai de Guarabira, passa por Pilõezinho, Pilões, Serraria para chegar finalmente em Santa Fé.

A quarta é a Via denominada de “Caminho das Artes”, considerada a mais extensa de todas, com 90 km, como as demais sai de Guarabira, passando por Cuitegi, Barragem do Rauá, Alagoinhas, Alagoa Grande, Cachoeira do Quinze, Areia, Muquem, Santana terminando em Santa Fé.

Durante a caminhada efetuada ao todo em estrada de barro, os peregrinos podem fazer o percurso a pé, de bicicleta e a cavalo, sempre entre 15 a 19 de cada mês durante todo o ano. No ponto final das quatro trilhas todos recebem um certificado da Flor de Cedro, árvore que dá sombra ao jardim do memorial do Padre Ibiapina, em Santa Fé, e também símbolo que representa o projeto.

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